Incrível, já estamos em agosto. Logo, as vitrines das lojas estarão enfeitadas para o Natal avisando-nos de que Dezembro está chegando. Provavelmente, terminaremos o ano com a sensação de que não realizamos tudo que queríamos ou precisávamos realizar. É como se o tempo passasse muito rápido. As vinte e quatro horas diárias não parecem suficientes para darmos conta da nossa agenda lotada de compromissos profissionais e pessoais.
Será que essa sensação de não termos mais tempo para nada não foi produzida por nós mesmos?
Não há provas científicas de que os dias estejam mais curtos. Segundo o físico George Matsas, do Instituto de Física Teórica da Unesp, o fato de uma pessoa sentir que dispõe de menos tempo nada tem a ver com os efeitos da relatividade. “Vivenciamos aquilo que sentimos. A sensação é, assim, de aceleração por causa do estilo de vida, da competitividade e da rapidez do processo industrial”, explica Matsas.
As novas tecnologias nos roubam mais tempo, elas contribuem para aumentar a carga de trabalho e para que as informações cheguem em tempo real. Por isso, sentimos que o tempo é curto.
Antigamente, as pessoas tinham que ter uma faculdade, hoje, só a graduação não basta. É preciso ter uma especialização, um mestrado. Ser um profissional integrado que atue bem em várias áreas.
As mulheres, então, saíram para o mercado de trabalho. Conquistaram liberdade e independência financeira, mas também mergulharam de cabeça em um mundo de auto cobrança constante.
Nessa era pós queima de sutiãs, elas querem ser boas mães, maravilhosas esposas, “workaholics”, gostosonas, sem rugas, felizes, fanaticamente perfeitas. São mulheres extremamente cansadas, estressadas e angustiadas. A ponto de um colapso. Que, não raramente, acontece sim. O corpo não agüenta tanta cobrança e reage com uma doença.
Por conforto e segurança, começamos a viver automaticamente, agindo da mesma maneira, desempenhando as mesmas atividades e atuando com as mesmas falas e no mesmo cenário. Esse Mais do Mesmo faz com que o cérebro se acostume e não registre os eventos do dia- a- dia, que não são novos. Ao final do ano, resta a impressão de que poucas coisas aconteceram e a sensação de que há muito que fazer.
A primeira vez, sempre a última chance.
Corremos para não desperdiçar nossas oportunidades e nos frustramos se não conseguimos. Sentimo-nos impotentes e vazios.
Tentamos preencher esses vazios com o consumo exagerado de produtos, comidas, trabalho. Na sociedade contemporânea, o que é demais nunca é o bastante, mas é sim. Até remédio em excesso faz mal.
Para a psicóloga Mariuza Pregnolato, a compulsividade traz conseqüências: sofrimento físico e emocional. Ela afasta temporariamente a insegurança e a ansiedade, mas não resolve o problema. “Tem uma hora que os setores que ficaram em segundo plano vão cobrar o seu tributo, muito provavelmente em forma de doença, única forma que o corpo encontra para impor um limite ao desgaste excessivo”, diz a psicóloga.
Estamos nos perdendo entre monstros que criamos. Se os assassinos estão livres e nós não estamos é conseqüência deste mundo que inventamos, desta sociedade do exagero que diz que temos que ter o melhor carro, a melhor casa, as melhores roupas.
Em um país tão desigual aonde o Carnaval e a fome total andam lado a lado, os que não são assassinos por natureza, facilmente, podem vir a ser.
Os tempos modernos nos obrigam a sermos felizes o tempo todo. Não temos mais direito de sofrer. Então,sofremos em dobro.
Quem falou que temos que ser felizes o tempo todo?É claro que é melhor ser alegre que ser triste. “Alegria é a melhor coisa que existe”, já cantou o poetinha. Todavia, há um certo charme na melancolia.
O que seria da Legião Urbana sem a melancolia do Renato Russo? Não existiriam aquelas profundas e lindas canções que embalaram e fizeram refletir, na adolescência, muitos dos frenéticos “trintões” de hoje.
Muitos procuram a magia dos antidepressivos, que ajudam sim a colocar tudo nos eixos, quando usados corretamente e com moderação. Entupir-se deles para fugir da realidade é um grande erro. A felicidade artificial elimina o impulso da mudança.
O ideal é perceber o que não vai bem e se reestruturar. O medo e a infelicidade são protetores. Eles nos avisam que algo não vai bem. Pode não resolver o problema, mas ensina.
Quando a pessoa está entorpecida, dificilmente, ela toma atitudes para consertar o que incomoda. A atitude de pensar e recomeçar tem que ser a todo momento. A vida tem que ser descoberta diariamente.
Dá para fazer, repetidamente, tudo o que lhe dá prazer, mas com limites para sobrar tempo para fazer a sua vida interessante.
Permita-se
Há um mundo de prazer e novidades para viver. Começamos a viver quando saímos do automático e desaceleramos um pouco. Permita-se não fazer nada.
Quem disse que a beleza está em não termos um milímetro de raiz escura nos hidratados e loiríssimos cabelos?
Não se sinta culpada por ter preguiça de enfrentar um salão de belezas em pleno sábado, depois de uma semana estafante. Quer uma dica? Penteio o cabelo do outro lado, que disfarça a raiz.
Desligue o celular, ouça música, leia, dance, durma, invista em prazeres, deguste a vida.
Aprenda a dizer não, sem culpas. É da escritora Martha Medeiros a frase: “existe a Coca Zero, a Fome Zero, o Recruta Zero. Pois, inclua na sua lista o Culpa Zero”!
Não dá para ser o tempo todo bom. Não podemos exagerar nessa busca desenfreada pela perfeição.
Vida interessante e beleza vão além aparência. Ela está na alma, nos atos das pessoas que contribuem para um mundo mais dinâmico e feliz. Mude a sua percepção do que é bom. Liberte-se de padrões, estereótipos, conceitos.Escreva o seu próprio roteiro.
Seja você de carne e osso. Você pode perfeitamente construir um projeto de vida equilibrado, que possa incluir trabalho, estudo, filhos, família e lazer. Todos com a atenção que merecem e sem você deixar de existir.
Se não conseguir, procure ajuda de um profissional. Não há mal nenhum em pedir ajuda. Reconhecer as próprias fraquezas já é uma grande atitude para mudar e ter uma vida recheada de vida.
Será que essa sensação de não termos mais tempo para nada não foi produzida por nós mesmos?
Não há provas científicas de que os dias estejam mais curtos. Segundo o físico George Matsas, do Instituto de Física Teórica da Unesp, o fato de uma pessoa sentir que dispõe de menos tempo nada tem a ver com os efeitos da relatividade. “Vivenciamos aquilo que sentimos. A sensação é, assim, de aceleração por causa do estilo de vida, da competitividade e da rapidez do processo industrial”, explica Matsas.
As novas tecnologias nos roubam mais tempo, elas contribuem para aumentar a carga de trabalho e para que as informações cheguem em tempo real. Por isso, sentimos que o tempo é curto.
Antigamente, as pessoas tinham que ter uma faculdade, hoje, só a graduação não basta. É preciso ter uma especialização, um mestrado. Ser um profissional integrado que atue bem em várias áreas.
As mulheres, então, saíram para o mercado de trabalho. Conquistaram liberdade e independência financeira, mas também mergulharam de cabeça em um mundo de auto cobrança constante.
Nessa era pós queima de sutiãs, elas querem ser boas mães, maravilhosas esposas, “workaholics”, gostosonas, sem rugas, felizes, fanaticamente perfeitas. São mulheres extremamente cansadas, estressadas e angustiadas. A ponto de um colapso. Que, não raramente, acontece sim. O corpo não agüenta tanta cobrança e reage com uma doença.
Por conforto e segurança, começamos a viver automaticamente, agindo da mesma maneira, desempenhando as mesmas atividades e atuando com as mesmas falas e no mesmo cenário. Esse Mais do Mesmo faz com que o cérebro se acostume e não registre os eventos do dia- a- dia, que não são novos. Ao final do ano, resta a impressão de que poucas coisas aconteceram e a sensação de que há muito que fazer.
A primeira vez, sempre a última chance.
Corremos para não desperdiçar nossas oportunidades e nos frustramos se não conseguimos. Sentimo-nos impotentes e vazios.
Tentamos preencher esses vazios com o consumo exagerado de produtos, comidas, trabalho. Na sociedade contemporânea, o que é demais nunca é o bastante, mas é sim. Até remédio em excesso faz mal.
Para a psicóloga Mariuza Pregnolato, a compulsividade traz conseqüências: sofrimento físico e emocional. Ela afasta temporariamente a insegurança e a ansiedade, mas não resolve o problema. “Tem uma hora que os setores que ficaram em segundo plano vão cobrar o seu tributo, muito provavelmente em forma de doença, única forma que o corpo encontra para impor um limite ao desgaste excessivo”, diz a psicóloga.
Estamos nos perdendo entre monstros que criamos. Se os assassinos estão livres e nós não estamos é conseqüência deste mundo que inventamos, desta sociedade do exagero que diz que temos que ter o melhor carro, a melhor casa, as melhores roupas.
Em um país tão desigual aonde o Carnaval e a fome total andam lado a lado, os que não são assassinos por natureza, facilmente, podem vir a ser.
Os tempos modernos nos obrigam a sermos felizes o tempo todo. Não temos mais direito de sofrer. Então,sofremos em dobro.
Quem falou que temos que ser felizes o tempo todo?É claro que é melhor ser alegre que ser triste. “Alegria é a melhor coisa que existe”, já cantou o poetinha. Todavia, há um certo charme na melancolia.
O que seria da Legião Urbana sem a melancolia do Renato Russo? Não existiriam aquelas profundas e lindas canções que embalaram e fizeram refletir, na adolescência, muitos dos frenéticos “trintões” de hoje.
Muitos procuram a magia dos antidepressivos, que ajudam sim a colocar tudo nos eixos, quando usados corretamente e com moderação. Entupir-se deles para fugir da realidade é um grande erro. A felicidade artificial elimina o impulso da mudança.
O ideal é perceber o que não vai bem e se reestruturar. O medo e a infelicidade são protetores. Eles nos avisam que algo não vai bem. Pode não resolver o problema, mas ensina.
Quando a pessoa está entorpecida, dificilmente, ela toma atitudes para consertar o que incomoda. A atitude de pensar e recomeçar tem que ser a todo momento. A vida tem que ser descoberta diariamente.
Dá para fazer, repetidamente, tudo o que lhe dá prazer, mas com limites para sobrar tempo para fazer a sua vida interessante.
Permita-se
Há um mundo de prazer e novidades para viver. Começamos a viver quando saímos do automático e desaceleramos um pouco. Permita-se não fazer nada.
Quem disse que a beleza está em não termos um milímetro de raiz escura nos hidratados e loiríssimos cabelos?
Não se sinta culpada por ter preguiça de enfrentar um salão de belezas em pleno sábado, depois de uma semana estafante. Quer uma dica? Penteio o cabelo do outro lado, que disfarça a raiz.
Desligue o celular, ouça música, leia, dance, durma, invista em prazeres, deguste a vida.
Aprenda a dizer não, sem culpas. É da escritora Martha Medeiros a frase: “existe a Coca Zero, a Fome Zero, o Recruta Zero. Pois, inclua na sua lista o Culpa Zero”!
Não dá para ser o tempo todo bom. Não podemos exagerar nessa busca desenfreada pela perfeição.
Vida interessante e beleza vão além aparência. Ela está na alma, nos atos das pessoas que contribuem para um mundo mais dinâmico e feliz. Mude a sua percepção do que é bom. Liberte-se de padrões, estereótipos, conceitos.Escreva o seu próprio roteiro.
Seja você de carne e osso. Você pode perfeitamente construir um projeto de vida equilibrado, que possa incluir trabalho, estudo, filhos, família e lazer. Todos com a atenção que merecem e sem você deixar de existir.
Se não conseguir, procure ajuda de um profissional. Não há mal nenhum em pedir ajuda. Reconhecer as próprias fraquezas já é uma grande atitude para mudar e ter uma vida recheada de vida.
Um comentário:
Parabéns Aline!!!!
ótimo blog....algo bem além do que se vê por ai......
Essa familia Anselmo vai longe hein....rs
Junior
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